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Quanto tempo faz que você não envia ou recebe uma carta escrita a mão?

Que tal fazer uma pausa consciente nestes em tempos de urgência em que vivemos, onde tudo é tão rápido e instantâneo, e exercitar o velho hábito de enviar cartas manuscritas pelo correio?

A Voz da Costura por A Voz da Costura
20 de maio de 2025
em Corte e costura
9
Quanto tempo faz que você não envia ou recebe uma carta escrita a mão?

Em um mundo dominado por mensagens instantâneas, escrever uma carta à mão e enviá-la pelos Correios pode parecer um gesto ultrapassado e desnecessário. No entanto, esse hábito está sendo redescoberto por muitas pessoas como uma forma de reconexão consigo mesmas, com o tempo e com os outros. Longe de ser apenas uma prática nostálgica, escrever cartas à mão tornou-se um antídoto poderoso contra o imediatismo que rege a vida contemporânea.

Escrever uma carta exige presença. O ato de sentar, escolher o papel, segurar a caneta e organizar os pensamentos antes de passá-los para o papel é, em si, um exercício de desaceleração. Diferente das mensagens digitais, que muitas vezes são impulsivas e descartáveis, a carta convida à pausa, à reflexão e à escuta interior. Ao escrever, organizamos sentimentos, revisitamos memórias e praticamos a empatia, ao imaginar como nossas palavras serão recebidas do outro lado.

Além disso, o envio de uma carta pelo correio acrescenta um componente valioso: a espera.

Em um tempo em que tudo é para “agora”, aguardar que a carta chegue ao destino e que a resposta venha é quase revolucionário. É um aprendizado sobre paciência, confiança e sobre como nem tudo precisa acontecer no ritmo das notificações do celular.

Estudos apontam que atividades manuais e conscientes ajudam a reduzir os níveis de estresse. Nesse contexto, a escrita manual, com seu ritmo mais lento e envolvimento emocional, funciona como um ritual terapêutico. Ela convida ao silêncio, acalma a mente e proporciona um tempo de qualidade longe das telas e da sobrecarga de estímulos.

Enviar e receber uma carta também resgata a sensação de vínculo profundo. Uma carta não se perde em uma caixa de entrada lotada: ela é tocada, lida com atenção e, muitas vezes, guardada como um tesouro. Trata-se de um presente afetivo que rompe com a lógica da velocidade e da superficialidade.

Resgatar o hábito de escrever cartas é mais do que cultivar um costume do passado — é uma escolha consciente por mais presença, atenção e cuidado nas relações.

Em tempos de pressa, a carta é um manifesto silencioso por um tempo mais humano.

Queremos te convidar a exercitar essa prática! No link abaixo vai encontrar uma folha com o endereço da caixa postal do Instituto Diana Demarchi. Imprima a página, use o outro lado para escrever-nos uma carta, dobre, cole e envie pelo correio. Ficaremos muito felizes em receber e ler a sua cartinha.

Baixe o arquivo clicando aqui, imprima, escreva sua carta no verso e nos envie.

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Comments 9

  1. Ivone Lopes da Silva says:
    10 meses ago

    Como seria bom se essa prática de escrever uma carta voltasse hoje em dia queremos tudo no ato não temos mais paciência se precisamos de alguma coisa ligamos e já recebemos o que precisamos

    Responder
  2. Sueli da Silva Braga says:
    10 meses ago

    Eu sempre gostei de estar entre tecidos , tesouras, fios e linhas coloridas.
    Fiz vários cursos de corte e costura, sempre me encantava fazendo a modelagem, mas quando chegava a hora de costurar, me atrapalhava toda, perdia a paciência e muitas vezes o tecido também.
    Tive algumas aulas com a Diana de Marchi e entusiasmada me inscrevi no curso de pijamas, fiquei apaixonada, hoje sou CMC ( costureira de mão cheia).
    A Diana com sua técnica, paciência e Dom, para ensinar, me fez apaixonar pela costura, ainda não sou como ela, mas um dia chego lá!

    Responder
  3. Rejane Rodrigues Pacheco says:
    10 meses ago

    Muito interessante essa iniciativa, já escrevi muitas cartas ao longo da vida e voltar a essa prática é muito prazeroso. Obrigada.

    Responder
  4. Monica paola says:
    10 meses ago

    Olá queridos! Sorri agora ao ler este post/noticia… há pouco mais de 1 mês escrevi uma cartinha para minha filha, que completaria seus 30 anos, e mora nos Estados Unidos já há 6 anos! Não a vejo há quase 2 anos, e pouco nos falamos! Escolhi um lindo papel de carta, com estampa de gatinhos, de minha coleção, ainda do tempo de adolescente – sim, eu ainda guardo, com cuidado, um tesouro, muitas folhas, numa caixinha preciosa ! Escrevi doces e carinhosas palavras, cheias de saudades e amor, e enviei numa caixa pelos correios, junto com algumas peças que eu costurei especialmente para ela… o presente foi a cartinha, um pedacinho de meu amor e também, os pequenos mimos feitos por mim, para esta data tão especial! Uma forma para demonstrar o meu amor!

    Responder
    • Maria Rusinek says:
      9 meses ago

      Me emocionei com o seu relato e dedicação com alguém especial ❤️❤️❤️❤️

      Responder
    • Lizete says:
      7 meses ago

      Tenho lembranças de cartas guardadas comigo saudades deste tempo né

      Responder
  5. Fraciilene Fernandes de Sousa says:
    10 meses ago

    Quantas cartas escrevi aprendi esse ofício aos 8 anos escrevia por minha avó (que não sabiá escrever) para suas irmãs que moravam no Ceará começava sempre assim: local e data e en seguida Saudações
    Hoje escrevendo está carta para da minhas notícias estamos bem graças a Deus e o mesmo lhe desejo….e dai muitas coisa eram escritas no finalizo com saudades abraços e desculpas pela caligrafia

    Responder
  6. Socorro Freitas says:
    9 meses ago

    Eu sou testemunha de Jeová, nossa congregação passa mensagens encorajadoras por intermédio de cartas a mão , nelas contem um texto da Bíblia e, como a mensagem pode ser ultio na nossa vida, ao transmite paz amor e fé. Escrevemos várias… com muita paciência e amor. E ficamos ansiosos para receber uma resposta. O que nem sempre acontece, mas ficamos felizes por transmitir esperança.
    Vocês já receberam alguma?

    Responder
  7. MARCELA BIEHL says:
    2 meses ago

    Querida Diana,

    Estava navegando nas matérias da revista e me deparei com essa, sobre cartas escritas à mão!
    Que coincidência…. e que maravilha poder baixar o envelope já endereçado!
    Tenha certeza que logo receberá notícias minhas.
    Com carinho,
    Marcela 🙂

    Responder

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