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Do Coração da África: Como a Costura Está Transformando Vidas e Combatendo a Pobreza Menstrual

English version below

A Voz da Costura por A Voz da Costura
13 de julho de 2026
em Costura na África, Projetos sociais
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Do Coração da África: Como a Costura Está Transformando Vidas e Combatendo a Pobreza Menstrual

A costura é muito mais do que linhas, agulhas e tecidos; ela é uma ferramenta de emancipação, dignidade e transformação social. Quem nos mostra isso na prática é Maja Kotala, uma designer polonesa que escolheu viver no Quênia e dedicar sua vida a capacitar mulheres vulneráveis.

Idealizadora do projeto Sewing Together e da expedição Victoria Rally, Maja cruzou fronteiras para levar autonomia a quem mais precisa. Abaixo, compartilhamos os bastidores dessa jornada marcante, contada diretamente por ela, que misturou oficinas de costura, educação e realidades profundas no coração da África.

O Propósito do Victoria Rally: Ensinar a Pescar

O Victoria Rally nasceu com uma missão clara: combater a pobreza menstrual por meio do empoderamento. Como a própria Maja define:

“Nossa filosofia é dar às mulheres a corda, e não o peixe. Nós viajamos por locais previamente selecionados e montamos mini oficinas onde ensinamos as mulheres a costurar absorventes higiênicos reutilizáveis — tanto à mão quanto na máquina de costura.”

Além das técnicas de corte e costura, o projeto oferece aulas de educação sexual e saúde. Para Maja, o conhecimento é a chave da independência: mulheres educadas e capacitadas estão mais preparadas para assumir o controle de suas próprias vidas.

Fotos: Maja Kotala e projeto Victoria Rally

A Jornada: Cruzando Fronteiras e Culturas

A expedição deste ano começou em Mombaça (Quênia) e seguiu por estrada até a fronteira de Moyale, a porta de entrada para a Etiópia. Ao todo, a equipe parou em nove localidades.

Uma das primeiras paradas foi no icônico Vale do Omo, na vila de Turmi, onde o projeto colaborou com uma escola e a ONG The Morning Star. O impacto do trabalho chamou a atenção até de lideranças locais: o chefe de uma aldeia da tribo Hamer passou horas observando a oficina e, impressionado, convidou a equipe para levar o projeto até sua comunidade — uma oportunidade única de conectar a costura a realidades profundamente tribais.

Contrastes e Choques de Realidade

A viagem seguiu por cidades como Jinka e Arba Minch até chegar à capital da Etiópia, Adis Abeba. Lá, Maja se deparou com o primeiro grande contraste: uma capital moderna, repleta de arranha-céus, mas que esconde uma realidade de exclusão social e desigualdade.

A maior provação, contudo, veio na Depressão de Danakil, um dos lugares mais inóspitos do planeta, conhecido como o “inferno na Terra”, com temperaturas que passam dos 50°C. Ver comunidades vivendo ali foi um testemunho da resiliência humana.

Mais a leste, na cidade histórica de Harar, Maja conheceu tradições únicas — como moradores que alimentam hienas selvagens para proteger a cidade — e se deparou com práticas locais severas, incluindo casamentos prematuros e infanticídios ligados a crenças de maldições (a prática Mingi).

O Impacto por trás das Grades

Um dos momentos mais tocantes e intensos da expedição ocorreu dentro dos presídios femininos da região (em Harar e Yabelo). O Victoria Rally levou as oficinas de costura para dentro das prisões, oferecendo dignidade a mulheres que cumprem penas por realidades complexas, como a prática de abortos ilegais ou envolvimento em brigas.

“Foi uma experiência muito forte. O que mais nos partiu o coração foi ver mulheres grávidas e mães com filhos pequenos vivendo ali dentro. Levar a costura e doar itens básicos de higiene para essas mulheres foi uma forma de entregar esperança onde ela parecia não existir”, relata Maja.

Um Sucesso Costurado a Muitas Mãos

Ao final da jornada, o balanço do Victoria Rally não poderia ser mais positivo: oito oficinas estruturadas na Etiópia e uma nona realizada no Quênia, na comunidade de Mathare (uma das maiores favelas de Nairóbi).

Mais do que os números de absorventes produzidos, o que ficou na memória de Maja foi a acolhida:

  • Gratidão local: Em várias comunidades, os homens se voluntariaram para ajudar a organizar o espaço das oficinas, gratos pelo apoio dado a suas irmãs e esposas.

  • Troca cultural: A equipe foi recebida em lares humildes, onde o agradecimento veio em forma de alimento e conversas sinceras.

“Hoje em dia, uma conversa e uma troca real valem muito mais do que qualquer dinheiro ou presente. É assim que realmente aprendemos sobre novas culturas e comportamentos, adaptando-nos para crescer e nos tornarmos pessoas melhores.”

Maja Kotala e o Sewing Together continuam provando que cada ponto dado em um tecido pode ser, na verdade, o recomeço da história de uma mulher.

Gostou de conhecer a história da Maja? Deixe seu comentário abaixo e nos conte: como a costura transformou a sua vida?

Siga no Instagram: https://www.instagram.com/sewing.together

English Version

 

From the Heart of Africa: How Sewing is Transforming Lives and Combating Period Poverty

Sewing is far more than threads, needles, and fabrics; it is a powerful tool for emancipation, dignity, and social transformation. This is demonstrated daily by Maja Kotala, a Polish designer who chose to live in Kenya and dedicate her life to empowering vulnerable women.

As the founder of the Sewing Together project and the driving force behind the Victoria Rally expedition, Maja has crossed borders to bring autonomy to those who need it most. Below, we share the behind-the-scenes stories of this remarkable journey, told directly by her—a journey that blended sewing workshops, education, and deep realities in the heart of Africa.

The Purpose of the Victoria Rally: Teaching How to Fish

The Victoria Rally was born with a clear mission: to combat period poverty through empowerment. As Maja herself defines it:

“Our philosophy is to give women the rope, not the fish. We travel to pre-selected locations and set up mini-workshops where we teach women how to sew reusable sanitary pads—both by hand and using sewing machines.”

Beyond cutting and stitching techniques, the project provides essential classes on sexual health and wellness education. For Maja, knowledge is the key to independence: educated and skilled women are better equipped to take control of their own destinies.

The Journey: Crossing Borders and Cultures

This year’s expedition kicked off in Mombasa, Kenya, and headed overland all the way to the Moyale border, the gateway to Ethiopia. In total, the team made stops in nine different locations.

One of the first stops was in the iconic Omo Valley, in a village called Turmi, where the project collaborated with a local school and an NGO called The Morning Star. The impact of their work even caught the attention of local leadership: the chief of a Hamer tribe village spent hours observing the workshop and, thoroughly impressed, invited the team to bring the project to his own community—a unique opportunity to connect sewing with deep-rooted tribal realities.

Contrasts and Reality Checks

The journey continued through towns like Jinka and Arba Minch before reaching Ethiopia’s capital, Addis Ababa. There, Maja faced a striking contrast: a modern city filled with beautiful skyscrapers that simultaneously masks a harsh reality of social exclusion and inequality.

The greatest physical test, however, came in the Danakil Depression, one of the most inhospitable places on Earth. Known as “hell on Earth,” temperatures there constantly range between 45°C and 55°C. Witnessing communities living under such extreme conditions was a true testament to human resilience.

Further east, in the historic city of Harar, Maja encountered unique traditions—such as locals who wild-feed hyenas to protect the town—but also confronted severe local practices, including early marriages and infanticide tied to beliefs of curses (the Mingi practice).

Impact Behind Bars

One of the most touching and intense moments of the expedition took place inside the region’s women’s prisons (in Harar and Yabelo). The Victoria Rally brought sewing workshops behind bars, offering dignity to women serving time due to highly complex socio-legal realities, such as illegal abortions or involvement in fights.

“It was quite an intense experience. What broke our hearts the most was seeing pregnant women and mothers with small children living inside. Bringing sewing to these women and providing them with basic hygiene items was a way to deliver hope where it seemed lost,” Maja shares.

A Success Stitched by Many Hands

By the end of the journey, the balance sheet of the Victoria Rally could not have been more positive: eight workshops successfully established in Ethiopia and a ninth held in Kenya, in the Mathare slums (one of Nairobi’s largest informal settlements).

More than the sheer volume of sanitary pads produced, what truly stayed with Maja was the warmth of the people:

  • Local Gratitude: In several communities, men stepped up to help organize the workshop spaces, deeply grateful for the support being given to their sisters and wives.

  • Cultural Exchange: The team was welcomed into humble homes, where gratitude was expressed through shared food and heartfelt conversations.

“These days, a real conversation and a genuine connection are worth way more than any money or gifts. That is how we truly learn from each other’s cultures and behaviors, adapting them so we can grow and become better people.”

Maja Kotala and Sewing Together continue to prove that every single stitch in a piece of fabric can actually be the beginning of a brand-new story for a woman.

 

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